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12 de setembro de 2019

Como eu comecei a costurar


Olá ! Bem Vindo ou bem bem vinda !
Hoje, eu vou contar para vocês como eu comecei a costurar.
Recentemente comecei a trabalhar somente com a minha marca de roupas.
E isso tem me trazido experiência, e sastisfação.
Mas, não começou bem assim. Passei por perrengues, erros, aprendizados... E vim contar um pouquinho disso para vocês.
Se voc acompanhou o VEDA que estava acontecendo no canal, eu espero que você tenha gostado. Se é a sua primeira vez aqui, espero que se sinta em casa!

Desde pequena eu sempre gostei de moda, e acredita que quando eu era pequena, eu tive a fase de querer ser estilista?!
Usava as minhas férias para desenhar e ficar criando roupas. Meus desenhos não eram bons, mas hoje pensando nisso, vejo que eu já tinha um amor por moda ali.

E conforme eu fui crescendo, mudei de aspirações. Já quis ser policial, juíza, psicologa, programadora, esteticista, maquiadora e agora: estilista novamente.

Eu lembro de uma vez em que estava na escola, eu tinha uma colega que durante uma conversa, disse que tinha visitado o Museu da Moda, e eu já perguntei: O que é? Onde fica ?  Foi com quem?
Ela me contou que fazia curso de moda no Senai. E aí eu já fiquei enlouquecida com essa ideia, e queria. Fui no site do Senai, mas não achei nenhuma informação sobre preço, e detalhes do curso. E mesmo se soubesse, meus pais não poderiam pagar por uma mensalidade e passagem.
Então, por alguns anos, desencanei.

Mas sempre, projetos relacionados à moda estiveram presentes aqui no blog e na minha vida.

Quando eu comecei a trabalhar no meu primeiro emprego, - de jovem aprendiz - comprei uma maquina de costura portátil para aprender à costurar. E quem disse que eu aprendi? Nao aprendi não !
Só tentava e fazia algumas coisas bem feias com acabamentos horrorosos e achava que estava abalando.

Eu até poderia ter aprendido no Youtube, mas na época eu não era uma consumidora da plataforma, eu só lia postagens em blogs.

O tempo passou, fiquei apertada e decidi vender a minha maquina. Deu uma dor no coração, mas a minha intenção era comprar outra, o que não aconteceu tão cedo, pois não tive dinheiro novamente.

Não lembro como fiquei sabendo das incrições do Senai, mas descobri que o curso era gratuito, e que você poderia não pagar passagem. E pensei: Agora é o meu momento de brilhar, eu nasci para isso.
E fui. E tomei.
Não passei. Fiquei muito triste, mas no semestre seguinte tentei de novo, e passei !

Quando entrei, descobri que nem todas os alunos seriam contratados, e que quem não fosse contratado teria que pagar a própria passagem.
Imagina o meu desespero?!
[ -Olá Deus, sou eu de novo.]
Resultado de imagem para olá deus sou eu de novo
Sabia que se não fosse contratada, eu não poderia fazer o curso. Pois meus pais não poderiam pagar a minha passagem de 5 dias por semana, e eu ainda não tinha emprego.
Mas, tudo correu bem. Eu fui no primeiro dia fazer a matricula, e talvez isso tenha culminado para que eu fosse contratada.
Eu respirei aliviada.

E foi nesse curso, que eu aprendi todas as habilidades que venho aperfeiçoando ao longo desse tempo.

No curso eu aprendi: Desenho de moda, planejamento de coleção, modelagem, e costura.
Comecei o curso por puro amor, e vontade de aprender. E tenho certeza de que essa vontade foi um dos fatores que me fizeram ser escolhida como um dos destaques da minha turma.
Na hora eu fiquei surpresa, mas depois eu entendi. O mérito era meu mesmo, eu me esforcei muito, muito, muito para aprender e absorver cada virgula de aprendizado que as professoras nos passavam.

Quando o curso acabou, estava louca atrás de trabalho, qualquer coisa serviria pra mim.
Fiz um teste de arrematadeira, mas não me adaptei ao ritmo da produção, e eu decidi não continuar no teste. E qualquer outra coisa que aparecesse -menos arrematadeira- daria pra mim. E eu fui para a "qualquer coisa". Fiquei lá por alguns meses me preparando psicológica e financeiramente para começar a produzir minhas roupas.
Comprei alguns materiais, comprei minha máquina. Mas o pior disso tudo, é que eu não tinha energia para criar. Eu saia de casa querendo dormir, e voltada pra casa querendo deitar. Era até estranho que um trabalho tão leve, exigisse tanto de mim, mentalmente. E quando eu não aguentei mais, eu saí.
E então comecei a costurar.

Desenhos, rascunhos, mais desenhos, mais rascunhos... Testes, tecidos perdidos, aprendizado.
Eu finalmente conseguia produzir, e dar asas aos meus sonhos.
Tudo isso levou à marca que tenho carregado hoje, e eu me sinto muito realizada.

Não ganho muito, sendo bem sincera. Mas nenhum dinheiro no mundo paga o meu bem estar e minha felicidade em trabalhar com algo que me identifico.

Só espero que aquela frase "Trabalhe com o que gosta, e vai passar a odiar o que você gosta", não se torne uma realidade para mim. (rs)
Mas enfim, minha pressão melhorou, meu stress, minha ansiedade, minha energia. E tudo isso pois eu saí de um lugar tóxico, e fui viver meu sonho.

As vezes dá certo, né?!
Espero que continue dando.

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